Mostrando postagens com marcador CRÔNICAS E TEXTOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CRÔNICAS E TEXTOS. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de janeiro de 2013

ENTRA, ENCONTRASTE A TUA CASA




De Saramago para Pepe, Greta e Camões. Os cães de Saramago são três. E os três, por essa ordem, tocaram um dia à sua porta. Cães que vieram corrigir um medo de infância na memória do escritor. Cães que, na realidade, são um único: o imaginário.

“Entra, encontraste a tua casa”

Por José Saramago


O cão é o melhor amigo do homem, Ensinaram-me isso nos tempos da velha instrução primária, com aulas de manhã e folga às quintas. O professor era um homem alto e calvo, grave na sua posição de diretor, mas amigo dos alunos e nada exagerado na disciplina. Punha muito empenho em questões de formação moral, e o cão era um dos seus grandes temas. Uma vez por mês, no mínimo, havia uma lição sentimental sobre as proezas do povo canino: “pilotos” abandonados que regressavam a casa do dono depois de percorrer centenas de quilómetros, abnegados “guadianas” que se lançavam à água para salvar crianças (“pagai o mal com o bem”) das quais, porventura, tinham recebido alguns maus-tratos. Enfim, ideias educativas de há cem anos.

Não me serviram de muito as lições do meu professor. Os cães que fui conhecendo ao longo da minha existência sempre fizeram gala de uma obstinada animadversão em relação a mim. Ou porque cheiravam o medo, ou porque os irritava a falta de jeito com que tentava dissimulá-lo, sempre houve entre os cães e eu, se não a guerra aberta de que só eu saía a perder, pelo menos uma relação de mútua e desconfiada reserva. Recordo com despeito, por exemplo, aquele chucho castanho que vinha a correr pela ruela estreita e sem proteção, arrastando atrás de si uma trela partida, e que, sem aviso, ou talvez por um qualquer gesto brusco que eu fiz, (“o cão só ataca se for provocado”), se é que não mostrei simplesmente temor (“nunca se deve fugir de um cão, é um animal nobre e não ataca pelas costas”), ferrou-me os dentes quando passou por mim e, depois de me arranhar as canelas, deixando-me a escorrer sangue, seguiu o seu caminho, abanando o rabo de pura alegria. Alguns anos mais tarde, andava eu a vaguear, como era meu hábito, pelos arredores da aldeia, entre árvores e canaviais, quando de repente me dou de caras com um cão. Conhecia-o de vista e da má fama que tinha, um gigante de raça indefinida e caráter avesso que não tolerava intrusos no seu território e se divertia quebrando a espinha em menos tempo do que leva a dizê-lo, qualquer bicho que lhe aparecesse pela frente. ((Tal como o chucho castanho, também ele não tinha estado nas aulas do meu professor). Ora bem, quis o acaso, ou a providência, que eu tivesse comigo uma cana grossa e comprida para me apoiar nas subidas e descidas da caminhada. Quando aquele fantasma me apareceu à frente, só tive tempo de levantar a cana num movimento instintivo, com a ponta a um palmo do focinho do malvado, e ali ficámos os dois durante não sei quanto minutos, o dragão aos saltos, fintando e grunhindo, simulando indiferença para depois voltar à carga, eu a suar de pavor, com a voz embargada na garganta, longe de qualquer socorro, abandonado ao negro destino.
Escapei. Por fim, o bruto cansou-se. Depois de me observar longamente e com minúcia, como se me tomasse as medidas, pareceu-lhe que eu não era digno da sua cólera. Dei meia volta e desapareceu num trompicar curto e desdenhoso, sem olhar para trás. Fui-me afastando devagar, às arrecuas, ainda a tremer, até que cheguei a casa e contei o sucedido a uma tia minha que não acreditou na história. Era tal a reputação do monstro que eu dizer que o tinha vencido com uma simples cana deve ter-lhe parecido a mais descarada das mentiras...

A partir de então, e crendo que assim seria para sempre, perdi a confiança na apregoada bondade dos cães, a tal de que o meu velho professor tinha sido um tão convicto propagandista.
Provavelmente nunca pensou que entre os cães e os homens não há grandes diferenças: uns são bons, outros maus, outros nem uma coisa nem outra. Perguntei-me algumas vezes que lição poderia ele dar-nos a respeito de certos canídeos que andam por aí, bem tratados, com pelo brilhante, pata forte e dente afiado, dotados de um profundo conhecimento da anatomia humana e dos modos mais eficazes de danificá-la. Ele que tanto gostava de nos explicar os complementos-circunstanciais-de-lugar, sem saber em que lides nos ia meter...

Passados muitos muitos anos, noutra terra, debaixo de outro céu, um cão apareceu à minha porta. Tinha fome e sede. Demos-lhe água e comida, e deixámo-lo. Voltou poucas horas depois e olhou para nós. Então dissemos-lhe: “Entra, encontraste a tua casa”. Não foi o único. Outros dois, cada um por seu lado, vieram perguntar se a casa também estava aberta para eles. Dissemos-lhes que sim. Chamam-se, por ordem, Pepe, Greta e Camões. São os nossos cães, e está tudo dito.

Não, não está tudo dito. Este homem que não se envergonha de confessar que tinha medo dos cães dedicou parte do seu trabalho de escritor a criar, a inventar, a modelar figuras de cão, como se, já que temia os outros, estivesse na sua mão corrigir os erros da natureza. Assim pôs no mundo da literatura o cão Constante de Levantado do chão, o cão do fio de lã azul da Jangada de pedra, o cão das lágrimas do Ensaio sobre a Cegueira. Esse sobre o qual eu disse que, se o que escrevi caísse no esquecimento, ao menos que de mim restasse a memória de ter dado vida a um cão em que palpitava o coração do melhor dos humanos...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS


DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS PROCLAMADA PELA UNESCO EM SESSÃO REALIZADA EM BRUXELAS, EM 27 DE JANEIRO DE 1978 


Considerando que cada animal tem direitos;

Considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos levaram e continuam levando o homem a cometer crimes contra a natureza e contra os animais;

Considerando que o reconhecimento por parte da espécie humana do direito à existência das outras espécies animais, constitui o fundamento da coexistência das espécies no mundo;

Considerando que genocídios são perpetrados pelo homem e que outros ainda podem ocorrer;

Considerando que o respeito pelos animais por parte do homem está ligado ao respeito dos homens entre si; 

Considerando que a educação deve ensinar à infância a observar, compreender e respeitar os animais, PROCLAMA-SE: 

Art. 1º - 

Todos os animais nascem iguais diante da vida e tem o direito a existência. 

Art. 2º - 

a) Cada animal tem o direito ao respeito.

b) O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais ou explorá-los, violando este direito. Ele tem o dever de colocar a sua consciência a serviço dos outros animais.

c) Cada animal tem o direito à consideração, à cura e à proteção do homem. 

Art. 3º - 

a) Nenhum animal deverá ser submetido a maltrato e a atos cruéis.

b) Se a morte de um animal é necessária, deve ser instantânea, sem dor nem angústia. 

Art. 4º -

a) Cada animal que pertence à uma espécie selvagem, tem o direito de viver livre no seu ambiente natural terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de reproduzir-se.

b) A privação da liberdade, ainda que para fins educativos, é contrária a este direito. 

Art. 5º -

a) Cada animal pertence à uma espécie, que vive habitualmente no ambiente do homem, tem o direito de viver e crescer segundo o ritmo e as condições de vida e de liberdade, que são próprias da sua espécie.

b) Toda modificação deste ritmo e destas condições impostas pelo homem para fins mercantis é contrária a este direito. 

Art. 6º -

a) Cada animal que o homem escolher para companheiro tem o direito a uma duração de vida, conforme sua natural longevidade. 

b) O abandono de um animal é um ato cruel e degradante. 

Art. 7º - 

Cada animal que trabalha tem o direito a uma razoável limitação do tempo e intensidade do trabalho, a uma alimentação adequada e repouso. 

Art. 8º -

a) A experimentação animal, que implica em um sofrimento físico e psíquico, é incompatível com os direitos do animal, quer seja uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer outra.

b) As técnicas substitutivas devem ser utilizadas e desenvolvidas. 

Art. 9º - No caso do animal ser criado para servir de alimentação, deve ser nutrido, alojado, transportado e morto sem que para ele resulte ansiedade ou dor. 

Art. 10 -

a) Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem.

b) A exibição dos animais e os espetáculos, que utilizam animais são incompatíveis com a dignidade do animal. 

Art. 11 - 

O ato que leva à morte de um animal sem necessidade, é um biocídio, ou seja, um delito contra a vida. 

Art. 12 -

a) Cada ato que leva à morte de um grande número de animais selvagens, é um genocídio, ou seja, um delito contra a espécie.

b) O aniquilamento e a destruição do ambiente natural levam ao genocídio. 

Art. 13 -

a) O animal morto dever ser tratado com respeito.

b) As cenas de violência de que os animais são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, a menos que tenham como fim mostrar um atentado aos direitos do animal. 

Art. 14 -

a) As associações de proteção e de salvaguarda dos animais devem ser representadas a nível de governo.

b) Os direitos do animal devem ser definidos por leis, com os direitos do homem.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Resposta ao artigo “Morte aos gatos!” *

Um artigo extremamente preconceituoso e falacioso, publicado no último dia 29 no site Carta Potiguar sob a autoria de Daniel Menezes, exorta que os gatos de rua de Natal/RN sejam exterminados, sob o velho pretexto do controle de zoonoses. Num texto recheado de achismos e discriminação moral contra os animais não humanos, de título claramente apologista da violência contra os animais, acusa os gatos de serem os vetores da toxoplasmose e potenciais causadores de uma epidemia dessa doença.

O texto distorce e discrimina quem defende os animais não humanos, deixando a entender que quem o faz, valoriza mais a vida dos não humanos do que a dos humanos. E põe na mesa a dicotomia “ou eles ou nós”, segundo a qual se estaria valorizando “mais” a vida dos gatos do que os humanos infectados pelo toxoplasma. E ainda incide numa visão rasa dos Direitos Animais, como se sua grande questão fosse não a exploração animal em si, mas a “necessidade” de “só fazer uso dos animais não racionais em condições bem claras e eticamente sustentadas”.

Como todo texto reacionário de quem escreve manifestando indiferença ou aversão aos pacientes morais não humanos, investe-se também em lançar um argumento furado, baseado em falácia “Olha o avião” (fuga do tema), falácia genética e distorção de fato, contra o vegetarianismo – segundo o qual “o homem [sic] dependeu de proteínas e aminoácidos advindos da carne animal para se desenvolver. Se tivéssemos ficado apenas na salada, muito provavelmente eu não estaria escrevendo este texto”.

Ignora o argumentador que esse tal desenvolvimento não foi atrelado à qualidade nutricional da proteína animal, mas sim porque os hominídeos que deram origem ao Homo sapiens sapiens precisavam se alimentar de carne para evitar sucumbir à baixa diversidade de nutrientes vegetais de seu meio ecossistêmico, conforme artigo de Sérgio Greif.

Voltando ao assunto principal, o autor ironiza com a ética animal e sua proposta de igualdade moral entre os animais humanos e os não humanos, atitude típica de quem se recusa a sequer ler sobre o assunto. Mais adiante, ele despeja toda uma série de achismos preconceituosos sobre a transmissão da toxoplasmose pelos gatos, não fundamentados em qualquer dado científico. Alterna tal visão de mundo com uma interpretação desrespeitosa e reducionista da convicção ética de quem defende os animais não humanos, acusando indiretamente os defensores de emotividade.

No último parágrafo, ele é incisivo: quer que exterminem o “excesso” de gatos que vivem na cidade de Natal e criminalizem a tutela comunitária de animais, e defende que os animais não humanos são de fato seres inferiores assim como nos “países desenvolvidos” – perguntando no final “por que não pode ser dessa maneira aqui também”.

Parece o autor ser incapaz de uma pesquisa mesmo rápida, para que se omitisse uma opinião mais séria e menos enviesada por preconceitos pessoais, sobre as soluções para as zoonoses. Se ele tivesse pesquisado, teria tomado ciência de que o extermínio de animais de rua é, além de profundamente imoral e antiético mesmo para uma maioria ainda especista da sociedade, algo ineficaz no controle populacional e na detenção das doenças transmitidas por esses seres – o Projeto de Lei nº 04/2005 está aí para mostrar isso. Para que incitar uma “Solução Final” de assassinato em massa se há métodos muito mais éticos, eficientes e que não demandam tal sacrifício para se combater a toxoplasmose?

E também desconhece ele que a toxoplasmose não é transmitida por contato direto com gatos, mas sim pela ingestão de alimentos contaminados com fezes de gato ou pela ingestão direta de traços das próprias fezes do animal infectado, conforme mostra o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de São Paulo capital.

É de se perguntar por que algumas pessoas, usando de falácias e preconceitos para emitirem uma opinião que deixaria o alto escalão de regimes totalitários genocidas com inveja, preferem ser “politicamente incorretas” a ser respeitosas, empáticas e intelectualmente honestas.

Protestos podem ser enviados ao Twitter do autor e aos comentários do artigo no site Carta Potiguar. Recomendo que não dirijam comentários atentatórios à honra (ofensas, ameaças e outras reações irracionais).

* Artigo originalmente escrito Por Robson Fernando de Souza em 30 de março de 2012, no http://consciencia.blog.br

sexta-feira, 23 de março de 2012

Cão Mais Velho É Tudo de Bom!


Um cão mais velho e já vivido quando adotado, pode te amar e te dar carinho como qualquer outro cão. Olhar essas carinhas lindas e felizes, te pedindo carinho, não tem preço…ainda mais sabendo que cada um tem uma história triste de maus tratos e abandono. Os cães mais velhos são os preferidos de muitas pessoas que trabalham com os animais… mas não por sentirem pena ou dó, e sim por serem mais carentes e carinhosos, mais companheiros, parecem entender o que estamos falando, e são muito mais comportados.A cada animal comprado, centenas são abandonados pelo país. Não faça parte da comercialização de animais…adote um animal carente. Pense que sempre haverá um esperando por você em CCZs, ONGs, Abrigos etc..Se você ja adotou um animal abandonado, compartilhe as vantagens com as pessoas que ainda tem esse preconceito.

Diversas razões para adotar um cão idoso

Muitas pessoas ficam em dúvida se deveriam comprar um filhote ou adotar um cão adulto ou idoso. As razões para se optar por um filhote não são do escopo desta página, mas abaixo listo 10 razões para se adotar um cão mais velho.

01. O cão mais velho já está treinado para não sujar dentro de casa nos nosso tapetes. Sabe bem o que ee “dentro” e “fora” de casa. Isto é desejável principalmente para quem quem não tem o tempo, a energia ou o temperamento para fazê-lo.

02. O cão mais velho já tem sua dentição formada e não está mais no longo período de roernossas coisas favoritas como roupas, móveis, tapetes e plantas.

03. O cão mais velho já está mais calmo, não é tão curioso, se concentra mais e aprende mais depressa. (A propósito, a frase: “Não se ensina truques novos a um cão velho” é um total equívoco!)

04. O cão mais velho já aprendeu muito bem o que significa a palavra “não!” e está mais disposto a obedecê-la.

05. O cão mais velho acomoda-se com os outros mais rapidamente, porque ele já aprendeu hierarquia e o que é necessário para pertencer `a “matilha” (humana e/ou canina que já existir na casa).

06. O cão mais velho é um cão quelogocostuma encher-se de amore lealdadepelos novos donos, pois é mais velho e sabe ser grato pelo abrigo e carinho que recebe.

07. Você sabe o que está levando: diferentemente de um filhote, o cão mais velho já cresceu em sua forma e temperamento definitivo e, nestas área, não vai lhe aprontar nenhuma surpresa.

08. O cão mais velho é um parceiro instantâneo, pronto para fazer programas como passeios, viagens, ou longas sestas na frente da tv, pois já aprendeu boas maneiras e obedece mais que um filhote.

09. O cão mais velho permite que você tenha mais tempo para si mesmo/aporque ele não demanda a atenção e a supervisão que um filhote necessita e sabe ficar sozinho, se necessário.

10. O cão mais velho permite que você desfrute de uma boa noite de sono, está mais acostumados com os horários e hábitos humanos, tem uma bexiga mais treinada e, normalmente, não precisa ser alimentado, passeado e entretido no meio da noite. O cão mais velho também adora longas sestas e é capaz de, se acomodado confortavelmente, esperar tranquilo pela hora do passeio.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Você Consegue se Lembrar da Primeira Vez que Encontrou o Seu Animal de Estimação?


"Eu tinha 12 anos, meu avô tinha acabado de falecer e minha vó adotou meu cachorro Simba para sanar a ausência e não ficar sozinha em casa, mas quem ficou órfã fui eu, desde muito pequena sempre amei animais, queria levar todos os da rua pra casa!

Foi então que minha mãe conheceu uma moça que queria darum filhotinho de poodle. Levei uma cestinha para colocar o cãozinho, e quando chegamos, lá estava minha princesa no cantinho longe de toda a farra que os irmãozinhos estavam fazendo. Cabia na mão de tão pequenina e sobrava um tanto na cesta. Na mesma hora peguei no colo e não larguei mais. Minha mãe queria que eu visse os outros, mas não tive dúvida de que era ela quem seria minha companheira daquele momento até hoje e para muitos anos ainda com fé em Deus!


Hoje estou com 23 anos e ela com 11, e mais do que nunca tenho certeza que ela, com todo seu companheirismo e amor incondicional, ajudou na minha formação como pessoa."

Bruna Sampaio

Você Consegue se Lembrar da Primeira Vez que Encontrou o Seu Animal de Estimação?


"Eu me lembro claramente da 1a vez que encontrei a minha bebezinha, a BIA !

Ela era tão pequenina, tão doce e meiga... linda! 

Estava entre seus irmãozinhos e decidi me sentar no chão para escolher e ser escolhida.

A Bia veio na minha direção, tão pequenina, como se sorrisse e dissesse: eu sou sua!

Fiquei apaixonada!

Para nao restar dúvidas eu lhe disse: Me dá um beijinho! Ela não hesitou e encheu meu rosto de lambidas!

Essa nossa conexão existe até hoje, quase 09 anos depois!

Ela é a fonte inesgotável de alegria em minha vida.

Quando penso que os anos estão passando, eu choro! Queria que fosse pra sempre. Amo a minha pequena!"  

Flávia Lopes

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

FINAL FELIZ!


Por Ionaldo Morais

O gatinho Nuvem, que foi abrigado provisoriamente por mim, depois de ser abandonado e, provavelmente, jogado sobre o muro de minha casa. Sobreviveu ileso aos ataques de meus cães e agora encontrou um lar definitivo.

Apesar de tudo ele é lindo e carinhoso, não necessita mais de maiores cuidados veterinários, só de uma boa ração para recuperar o peso.

Nuvem, encontrou uma amante de gatos e que certamente cuidará muito bem dele, porque ele merece. Diferenciado pela capacidade de aprendizado e de retribuir carinho, ele será um mascote perfeito, um companheiro inseparável, um amigo para todas as horas, ele sempre saberá ouvir e nunca irá censura sua tutora por nada.

Ele entrou na minha vida como uma nuvem e como tal se foi.

Ao ver Nuvem nos braços de sua nova tutora sentir a eminência da perda e uma alegria enorme com a amizade que se iniciava naquele momento. Se eu tinha alguma dúvida de que a adoção é um ato de amor que muda a vida, não apenas de um pequeno animalzinho, mas também o coração das pessoas (que tem coração), essa dúvida foi dirimida por completo.

Sentirei saudade de seus miados e se sua companhia afetiva, mas estou muito feliz por ele ter encontrado uma pessoa amorosa, capaz de reconhecer seu valor e de lhe um lar seguro e amor na proporção de que ele merece.

Adeus Nuvem, a gente se encontra por aí. Seja um bom gatinho. Fique longe dos cestos de lixo, use sempre a sua areinha, não suba nos móveis, nunca fuja de casa, não afie as unhas no sofá e, principalmente, faça o que você sabe fazer melhor: amar incondicionalmente.

Leia também:



sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO!

Gente, a partir de hoje estarei dando uma pausa no blog por pelo menos uma semana para recarregar as energias. 


Muito em breve ele estará de cara nova e endereço novo, o www.bichinhosprecisamdelar.com.br 


Neste período, estarei repassando várias postagens antigas para o novo site.


Desejo a todos um ano feliz e saudável pela frente! Desejo também um lar amoroso para todos os nossos amigos peludos, e que a consciência e a compaixão pelos animais aumente cada vez mais.


Para encerrar, republico essa linda crônica de Flávio Rezende. Não deixem de ler:


CAMINHAR PARA RESPEITAR A VIDA EXISTENTE EM TODOS OS SERES




Por Flávio Rezende *


O ser humano já soma uma boa data existencial neste planeta que chamamos de Terra. Apesar de tantas oportunidades de crescimento, de aprendizado e de evolução em várias áreas do saber e da tecnologia, ainda apresentamos comportamento rudimentar em algumas áreas, as quais certamente um dia, espero ver a raça avançar.

É difícil de acreditar que com tantos alimentos, tantas áreas disponíveis para o cultivo, tanta terra, grãos e alimentos diversos, ainda não criamos um mecanismo de distribuir tudo de maneira equânime, contemplando todos e tirando da miséria e da fome vários de nossos irmãos.

A teoria de que é preciso fazer algo para se ter alguma coisa é fruto de uma mente egoísta, podemos e devemos sim repartir o pão e oferecer para outros seres melhores condições para que possam efetivamente ter trabalho. Raro encontrar aqueles que não queiram ter um ofício, uma ocupação, o que falta para muitos, são condições para isso, uma vez que governos corruptos ou com políticas equivocadas, provocam a exclusão de milhões, com conseqüências nefastas para o coletivo mundial.

Além de procurar uma forma de gestão que perceba o ser humano como terráqueo e não como brasileiro, americano ou afegão, procurando implantar uma postura gerencial acima de questões religiosas, raciais e políticas a, nossa espécie, precisa parar de se achar superior aos demais seres, provocando a morte dos mesmos para o agrado do seu paladar, sem perceber ali, sinais de vida, necessidade de permanência existencial e, precisa exercer de maneira correta a compaixão por todos.

Sidarta Gautama, o Buda, disse que devemos ter compaixão por todos os seres vivos. É necessário que caminhemos para uma evolução interior. Absortos em chips, botões, imagens tridimensionais e em DVD, LCD, HD vamos perdendo o nosso lado humano, ficando apenas o SER, individualizado, repleto de mordomias e, cada vez mais distanciado do se importar, do se engajar, do se socializar para que vendo tudo como uma unidade, possa efetivamente ter um comportamento planetário de inclusão, o que o mestre Jesus chamou de amor.

O amor que tanto falam, longe de ser um beijo, distante de ser um abraço, sem condições de ser um casamento, é o cimento, é a liga, é o que fortifica o todo, o conjunto, no respeito à vida do próximo, no compartilhar do pão, no dar as mãos para que todos possam ter o que fazer.

Milhões de seres vivem sem matar um só animal. Não se acham superiores e nem comungam de afirmações que dizem que eles vieram para nos servir. Textos sagrados não são conclusivos. Vem um, depois outro, quem tem razão? Analisando qualquer um, chegamos a conclusões diferentes.

Leio o sagrado com os olhos do bem e, encontro em todos eles a pregação do amor, da cidadania planetária e o respeito a todos os seres vivos.

Neste Natal e nos anos novos que surgirão, o verdadeiro presente, a grande promessa, a amorosa postura que todos devemos ter para com um futuro dourado, é deixar os animais vivos pela Terra, curtindo suas existências, dando de mamar a seus filhos, nadando, voando, correndo, participando da grande festa da vida sem estresse, sem preocupação, sem medo e sem perseguição, confinamento ou aprisionamento.

Um dia todos habitaremos este amado planeta de maneira verdadeiramente sadia, correta, repartindo a produção, dando chance ao irmão, convivendo com os animais, pois se existe evolução, ela deve ser inclusiva e pela vida e, com muito amor no coração.

* Flavio Rezende é escritor, jornalista e ativista social em Natal-RN (escritorflaviorezende@gmail.com)

Acesse o site da Casa do Bem http://www.casadobem.org.br/

Leia também:

UNIVERSALIZANDO O AMOR PELOS ANIMAIS
FAÇA PARTE DO ABAIXO-ASSINADO PELO FIM DAS CARROÇAS EM NATAL (RN)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

BRIGA DE GATO





Quem já presenciou uma briga entre gatos sabe como é assustador: miados, mordidas e arranhões para todo lado.

Nem tente separar com suas mãos ou qualquer outra parte do seu corpo porque pode sobrar para você.

Existem muitas razões para seu gato começar uma briga mesmo com seu(sua) amado(a) companheiro(a) de anos, ou filho(a), irmão(ã), pai ou mãe.

Aprenda a ler os sinais que seu gato mostra para evitar ou interromper brigas.

Quase todo dono de um gato que vive só, pensa em adotar outro para fazer companhia. Mas seu gato pode enxergar o novato como um rival e uma ameaça, principalmente se não houver uma boa adaptação no momento da chegada.

O ideal é deixar o novato separado do(s) outro (s) com todos os apetrechos necessários: caixa sanitária, comedouro, bebedouro, arranhador, brinquedos etc. Faça a aproximação aos poucos como sugerido no post http://www.bichosaudavel.com/introduzindo-um-novo-animal-na-casa/

As vezes a adaptação leva algumas semanas.

Para os gatos, os odores são muito importantes. Eles conhecem os cheiros deles e se sentem confortáveis com odores familiares.

Um motivo que costuma disparar brigas entre gatos é quando um deles vai ao veterinário, por exemplo. Na volta, o gato que saiu é atacado pelo(s) gato(s) que ficou(aram) em casa. O gato que saiu retorna do “passeio” repleto de odores novos e diferentes que podem confundir o(s) gato(s) que não saiu (íram) e identificá-lo como um estranho ameaçador.

Para evitar esta situação, esfregue uma toalha impregnada de cheiros domésticos (pode ser um paninho que eles costumam deitar) no gato que saiu, antes dele entrar em casa.

Outra situação que pode gerar uma briga, é quando um dos gatos não está se sentindo muito bem, está quietinho no seu canto e é incomodado por um outro todo animado, querendo brincar. Os gatos são craques em esconder doenças (como quase todos os animais) e esta agressão pode ser uma indicação de que ele precisa ser consultado por um veterinário.

Como os gatos são territorialistas, também é comum a seguinte situação: ele vê pela janela outro animal passando e se sente ameaçado. Como ele está fechado em casa e não há nada que ele possa fazer, a agressão é redirigida para quem estiver passando por perto – pode ser você ou outro animal da casa. Para evitar este tipo de agressão, observe seu gato. Perceba que tipo de situação o deixa agitado, estressado. Você pode fechar a persiana ou a cortina.

A melhor maneira de interromper uma briga é fazendo um barulho alto e estranho, como uma corneta, um assobio, um berrante etc. De preferência, faça o barulho atrás de uma porta. O ideal é que os gatos não associem este barulho à sua presença. Se você não tiver a possibilidade de fazer um barulho, jogue um objeto próximo a eles, como uma almofada, por exemplo. Eles se distraem e costumam correr um para cada lado, acabando com a briga.

Existem feromônios sintéticos felinos que funcionam bem para aproximar gatos que não são muito amigáveis. Borrife nos objetos, camas, arranhadores ou utilize os difusores para ambientes.

Gatos esterelizados tendem a ser menos agressivos, eu recomendo a cirurgia precoce, aos 4-5 meses de vida.

Fonte: Bicho Saudável (http://www.bichosaudavel.com/)

domingo, 25 de setembro de 2011

QUANDO A SITUAÇÃO FOGE AO NOSSO ALCANCE.

Lulu

Há mais ou menos 7 anos estou envolvido de uma forma ou de outra com a causa animal, e tenho concluído que nessa luta ingrata, ocorrem algumas vitórias,  mas também muitas derrotas, eu diria que mais derrotas do que vitórias, e o que me faz insistir nisso eu não sei, mas se eu pudesse optar por me desligar de tudo isso para o meu bem estar, eu deixaria tudo de lado, mas é mais forte do que eu, por enquanto.

Ontem, mais uma vez, tive o desgosto de uma derrota.

Que acompanha este blog com mais frequência, provavelmente deve ter visto que recentemente anunciei um Pit Bull para adoção, Lulu.

Lulu é um cão de aproximadamente 10 meses que era criado por uma família de caseiros, que toma conta da casa vizinha do prédio onde moro. Como passeio diariamente com meus cães e gosto muito de animais, era impossível não percebê-lo, pois é um cão lindo, e mais do que lindo: é afetivo e carente de atenção.

Quando ele apareceu, não havia pouco tempo que o casal que o criava, havia descartado um outro cão, ainda jovem.

O tempo foi passando, Lulu foi crescendo e ficando cada vez mais de lado. O carinho que recebia era basicamente das algumas pessoas que passavam na rua e que paravam para dar atenção a ele, no portão. Percebendo o que estava para ocorrer, me antecipei e sondei sobre a situação dele: soube que o casal estava se separando, e o marido, a pedido da esposa, estava se "desfazendo" de Lulu.

Sabendo disso, os procurei e pedi permissão para encontrar um lar amoroso para ele. Falei com os dois responsáveis em separado para evitar mal entendidos, e tive a permissão deles para anunciá-lo. Essa semana fui lá, registrei imagens e postei no blog. Surgiram 5 pessoas interessadas, e fiz entrevistas de adoção com todas elas, gente bacana, mas tive que optar por um casal por achar que talvez se enquadrassem mais no perfil de Lulu.

Avisei com antecedência aos responsáveis por Lulu que possíveis adotantes iriam visitá-lo para conhecê-lo pessoalmente, e iniciar (quem sabe) o processo de adoção. Como o casal que pretendia adotar, cria um outro cão (um Rottweiler), fui aconselhado por algumas pessoas (entre elas um terapeuta canino), a tomar algumas precauções, e a primeira era fazer a apresentação dos animais em lugar neutro.

Como foram sem o cão, somente para conhecer Lulu, combinamos que eles voltariam para casa e trariam logo depois o Rottweiler para fazer esse teste (em lugar neutro). Aproveitei esse intervalo e saí para resolver umas coisas, e almoçar com minha esposa. Além dessa questão da apresentação, quando voltássemos, o "dono" de Lulu estaria presente diretamente, pois quem nos atendeu foi o seu cunhado.

Quando chegaram (antes de nós), para minha surpresa - e a deles - Lulu não estava mais lá: foi doado para outra pessoa, justamente nesse intervalo de tempo, sem dar a menor satisfação. Constrangimento total.

Tudo o que foi combinado, e o que fiz para dar um bom destino para esse anjo, foi por água abaixo. Segundo a mulher - do agora "antigo dono" - me confessou,  ele tem a mania de comprar cães e quando não dá mais para criar, passa pra frente. Quando ela me disse isso, contou também que dois desses cães morreram por negligência depois.

Pior que a vergonha, é a incerteza do destino de Lulu. Espero que tenha sorte, porque é um cão especial.
Infelizmente a posse irresponsável de animais ainda reina, e enquanto estes forem vistos como objetos de consumo, isso continuará ocorrendo frequentemente.

Eu certamente não faria essa postagem se não fosse para pedir desculpas a Yuri e Xao, que tenho certeza, seriam ótimos tutores para Lulu.

É isso. 

Leia também:

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

10 "JUSTIFICATIVAS" BIZARRAS PARA O ABANDONO DE CÃES


Se o sapato não servir, leve de volta para a loja. E se o cachorro preto não combina com o sofá branco, é simples, você pode devolvê-lo, também.

Segundo pesquisa da Dogs Trust, uma instituição de caridade de animais inglesa, essa é a "lógica" de alguns tutores irresponsáveis do Reino Unido para seus animais, que são abandonados em abrigos.

Na Inglaterra o problema do descarte de animais de estimação tem se agravado mais ainda com o surgimentos de hipermercados que comercializam filhotes de cachorro. Com isso, está crescendo o número de pessoas que estão assumindo a responsabilidade de criar um cão, sem considerar o real compromisso desse ato.

As justificativas para os cães serem abandonados são escandalosas e tristes.

Aqui estão as 10 razões mais bizarras que a Dogs Trust listou sobre porque os "proprietários" não poderiam mais cuidar de seu cão:

1. "Meu cachorro não combina com o sofá."

2. "O cão parece mau, e tem olhos de cores diferentes, assim como David Bowie".

3. "Meu cachorro preto não combina com o tapete branco novo, podemos trocá-lo por um cão branco?"

4. "Meu cachorro atual é muito antigo, podemos trocar por um filhote de cachorro, ou um modelo novo?"

5. "Meu cachorro comeu o peru de Natal que estava sobre a mesa."

6. "Meu porquinho da índia ficou preocupado com um cachorro na casa."

7. "O cão abriu todos os presentes na véspera de Natal."

8. Um proprietário acidentalmente ajoelhou-se na urina do cão durante a limpeza.

9. O filhote de cachorro foi comprado como um presente para um casal de idosos com demência.

10. O "dono" estava paranóico com recentes notícias desfavoráveis sobre Staffordshire Bull Terriers, e o cão acabou sendo entregue sem ter culpa nenhuma.


Listo aqui mais 10 razões bastante comuns - a maioria delas desculpas esfarrapadas - de abandono de cães, mas que vale também para outros animais de estimação. Observem que as razões do descarte são mais razões das pessoas do que os "problemas" causados pelos animais.

1. Mudança de endereço para um local onde não permitem animais de estimação.

2. O cão tem problemas de saúde.

3. O filhote mastiga tudo, e estraga as coisas.

4. Ninguém toma conta do cachorro.

5. O cão fica muito tempo sozinho, sem atenção.

6. Terei um bebê e não posso mais criar um cão.

7. Separação de casal.

8. O cão late muito, ou é muito mal educado.

9. Um cão é muito caro para mantê-lo.

10. Alergia a animais.


Criar um cão não é apenas um privilégio, é uma responsabilidade. Esses animais dependem de nós para, no mínimo, terem alimentos e abrigo, e merecem muito mais. Se você está pensando em colocar um cão em sua vida, pense seriamente sobre o compromisso que isso implica. Se você já cria um, reflita se está cumprindo todas as suas obrigações como um bom tutor.

Fontes de pesquisa:

http://www.independent.co.uk
http://www.petfinder.com
http://www.dogstrust.org.uk

Leia também:

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SÓ NÃO VALE A INDIFERENÇA

 
Por Sheyla Azevedo

Uma das coisas que aprendi com meus pais foi ter respeito aos outros e aí incluam-se os animais e plantas. Num exemplo que ficou cravado na memória, eu devia ter uns quatro anos e estava com uma mania de atravessar cães e gatos como se fossem os pneus fincados na areia do parquinho. Numa dessas vezes, pisei no rabo do cachorrinho e ele devolveu com uma mordida na canela. No meio dos primeiros-socorros levei uma bronca de ambos, me explicando que não podia fazer aquilo porque machucaria o animal e, assim como eu sentia dor, eles também sentiam dor.

Cresci, desenvolvi minhas próprias ideias e teorias sobre a vida: certo e errado, imoral, ilegal ou engorda, discordei deles em muitas coisas, mas  não me desvencilhei do senso de preocupação e consideração  pela dor alheia, e ai incluam-se os animais. Sentimento esse que passa ao largo da indiferença que vejo tão de perto em vários pontos da cidade, quando o assunto é o abandono e maustratos de cães e gatos espalhados pelas ruas de Natal.

É muito fácil ver pessoas estranhando e reclamando do fato de poucas almas sensíveis alimentarem os animais de rua. É muito mais fácil ainda encontrar pessoas que se prestam a maltratar, que têm preconceitos,  desinformação e, sobretudo, que  teimam em ignorar o fato de que temos uma infinidade de animais abandonados, sujeitos a pegar doenças, a proliferar doenças e a se submeter a todo tipo de humilhação, dor e fome, na tentativa de sobreviver.

E fique claro que esses animais que nascem e crescem e morrem nas ruas têm em sua raiz o abandono dos seres humanos. A equação é simples e o resultado é desastroso: se alguém abandona um gato ou um cachorro à própria sorte, eles vão procriar com suas espécies, sem nenhum controle. E é isso que tem ocorrido como uma bola de neve.

Sei que algumas pessoas se compadecem e se responsabilizam, de maneira individual ou coletiva, adotando um animal, criando ONGs de proteção e sites de informação e adoção na internet, na tentativa de ajudar esses bichos. Mas o problema está longe de ser resolvido. Primeiro porque a maioria de nós é firme na  indiferença ou no preconceito. E segundo, porque tem muita gente que acha que os problemas do mundo só têm a ver com as pessoas. Sei também que o Poder Público tem obrigação administrativa de recolher esses animais. De fazer algum tipo de campanha de castração coletiva e de desenvolver campanhas de sensibilização sobre a importância de não se abandonar e de se adotar os já abandonados. Mas sei também que isso pode ser uma grande falácia. E se o dileto leitor não tem vontade ou disposição para adotar um animal que carece de respeito e proteção, sem problemas. Não é obrigado a isso. Só não vale tanta indiferença.

Leia também:

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

ADVOGADA ENTRA EM APARTAMENTO E SALVA CÃO QUE ERA ESPANCADO PELO TUTOR


Gente, estou publicando este excelente artigo escrito por minha colega, a advogada e protetora Luisiana Medeiros, sobre um fato que está causando muita polêmica em Salvador e que interessa a todos os protetores e ativistas pelos direitos dos animais.

RÁDIO METRÓPOLE - POLÊMICA SOBRE RESGATE DE ANIMAL - DRA. ANA RITA TAVARES

Por Luisiana Medeiros, quinta, 28 de julho de 2011

A imprensa marrom é e sempre será a imprensa marrom! Emitem opiniões com base em "achismos", sem qualquer embasamento técnico ou jurídico, e acaba por tentar manchar o nome e a dignidade de quem age DENTRO DOS DITAMES DA LEI, e que tem postura ética irrepreensível.

Dra. Ana Rita Tavares, advogada e militante da causa animal, resgatou um animal que estava sendo surrado pelo seu dono, Arnaldo Nicory, filho de Edvaldo Nicory, retirando o animal de dentro do apartamento de Arnaldo (na Barra, Cond. Palazzo Amalfi), mediante a presença de 2 policiais militares, 3 testemunhas, síndica do prédio, e não arrombou a porta, mas chamou um chaveiro para retirar o animal, pois seu dono saiu após surrá-lo por horas, e os vizinhos denunciaram. Isso porque o dono do animal não estava em casa e não foi localizado, embora tenham sido empreendidos todos os esforços para sua localização. O que Dra. Ana Rita não podia fazer é deixar de prestar socorro ao animal, que passou horas sendo surrado até chegar o momento de parar de gritar - motivo pelo qual a vizinha que denunciou pensou que o animal poderia estar morto.

O cachorro estava no banheiro, dentro do box, com o pescoço amarrado com uma corda curta à transmissão do chuveiro, sem conseguir respirar, e todo sujo das próprias fezes e urina, resultado da dor do espancamento. Após o resgate e registro das cenas, Dra. Ana Rita levou o animal ao veterinário e registrou a ocorrência na delegacia.

Isso foi em julho de 2007. Agora que chegou a hora do julgamento dos "donos" do animal, que perderam a guarda dele através de sentença, estão usando a Rádio Metrópole para denegrir e difamar Dra. Ana Rita, e tendo o apoio de Mário Kértsz, que emite opiniões visivelmente parciais e sem qualquer embasamento jurídico.

Apenas saliento que o processo cível foi totalmente procedente e em favor de Dra. Ana Rita. O criminal por ameaça (de morte, sofrida por Dra. Ana Rita pelos donos do animal) está em estágio de suspensção condicional do processo, e o processo criminal por maus tratos está em andamento, e certamente haverá condenação, porque está muito bem instruído, documentado, e repleto de testemunhas. Por isso o barulho agora! Chegou a hora de prestar contas à justiça por causa de um "mísero cão". Pois é, agora eles tem quem os defenda!

TUDO FOI FEITO COM AMPARO LEGAL. Segue abaixo uma breve explicação jurídica que ampara a atitude de Dra. Ana Rita, que resolvi escrever para por um ponto final nesse "achismo" que está tomando conta do caso.

A Constituição Federal, em seu artigo 225, § 1º, art. VII, protege os animais e veda a prática de maus tratos. A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), em seu artigo 32, tipifica como CRIME a prática de maus tratos e comina pena para quem cometer tal CRIME. E o Decreto Federal 24.645/34 descreve detalhadamente diversas práticas que são criminosas sem, contudo, ser um rol taxativo, mas apenas exemplificativo. Tudo que causa sofrimento ao animal e atinge-lhe a dignidade pode ser caracterizado como CRIME.

A Constituição é a "lei mãe", a mais importante, e todas as leis infraconstitucionais que não estão de acordo com ela são INCONSTITUCIONAIS e prevalece, portanto, a Constituição Federal.

Assim, o Código Civil de 2002, quanto ao artigo que diz que animal é "coisa", está na contramão da Constituição, por isso é considerado um Código natimorto, ou seja, que já nasceu morto, na contramão do que prevê a Constituição Federal. Isso não apenas em relação aos animais, mas em relação a tantas outras coisas como, por exemplo, as previsões legais sobre união estável, dentre tantas outras que não nos cabe trazer à baila.

Por outro lado, ainda que se considere animal como coisa, de acordo com o Código Civil, e então entra em conflito o direito à propriedade (do dono do animal) com o direito à vida do animal, que são dois bens tutelados pela Constituição Federal, um deles precisará prevalecer, e como a Constituição veda a prática de maus tratos aos animais e o BEM DA VIDA é mais importante que a PROPRIEDADE PRIVADA, afasta-se a propriedade e prevalece a vida

Superada esta parte inicial da divergência entre bem da vida e propriedade privada, a Constituição, em seu art. 5º, inciso XI, prevê que: "a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial

Assim, quando um animal estiver sendo maltratado e precisar de socorro, o animal pode ser retirado, exatamente como Dra. Ana Rita fez: chamou 3 testemunhas, a síndica do condomínio, estava acompanhada de 2 policiais, chamou um chaveiro para não causar dano (pois se arrombasse a porta teria que pagar o dano material), e retirou o animal para prestar-lhe socorro, levou o cão ao veterinário, pegou todos os laudos, e prestou queixa na delegacia por crime de maus tratos. Isso afasta a incidência do art. 150 do Código Penal (invasão de domicílio).

Assim, a conduta de Dra. Ana Rita é LEGAL e em nada viola o direito dos "donos" do animal, que perderam a guarda do cão por sentença proferida por juiz de Direito.

Se Dra. Ana Rita não estivesse certa não teria ganho o processo cível, o penal (pela ameaça de morte que sofreu) e o processo criminal está muito bem instruído com provas e testemunhas, e ele vai ser condenado, por isso esse barulho todo, porque quer ganhar no grito, se fazendo de vítima, porque filhinho de papai aprende a ganhar tudo no grito.

Um operador do Direito que diz que o animal foi furtado porque é um bem como um sofá ou um armário precisa voltar aos bancos da Faculdade como aluno, não como professor, pois ainda não entendeu o real sentido do que é a Constituição Federal: uma conquista do povo, que contém todos os anseios sociais da nossa época, Carta esta em que o bem da vida prevalece sobre qualquer outro bem.

Por fim, acima, quando destaco CRIME, é para lembrar que um dia maus tratos foi contravenção penal, e não crime. Mas hoje é CRIME, previsto pela Constituição e regulamentado pela Lei de Crimes Ambientais.

Luisiana Medeiros

Advogada especialista em Direito Civil pela UFBA - OAB/BA 28.723


Leia mais:

ADVOGADA INVADE CASA PARA SALVAR CACHORRO DE MAUS TRATOS

quinta-feira, 28 de julho de 2011

CONVIVÊNCIA HARMONIOSA




Por João Ricardo Correia

Publicado no Jornal de Hoje (02/07/11)

Algumas pessoas questionaram o colunista, nesta manhã meio nublada de sábado, se havia assistido o Globo Repórter, ontem à noite, mostrando pessoas que defendem os animais maltratados. Não vi o programa, mas imagino as cenas fortes e emocionantes apresentadas. Infelizmente, existem pessoas más, covardes, imbecis, que agridem cães, gatos, jumentos, cavalos. touros, ratos, enfim, seres indefesos, inocentes.

O problema maior disso tudo, além da capacidade destrutiva que domina essas pessoas, é a falta de uma lei severa, que puna exemplarmente os canalhas autores dos maus tratos aos animais. Tem 'gente' que se diverte vendo animais chamados irracionais sofrendo. Quem não tem dó do sofrimento de um desses queridos seres não tem amor próprio, não sabe o que é família, não possui nenhuma ligação como o bom senso e não acredita nem em si próprio.

Muitas crianças crescem sabendo que devem espancar os animais, porque aprendem com os pais, com os primos mais velhos, porque sabem que existe um esporte chamado vaquejada, onde o gado bovino é puxado pelo rabo até cair e, muitas vezes, termina sendo sacrificado porque sofre uma lesão grave e enquanto isso, centenas de seres humanos gritam e se divertem diante daquela cena deprimente e retrógrada em todos os sentidos.

É por isso que sempre duvido da agressividade dos animais. Em toda regra existe exceção, mas tenho certeza que a ação gera uma reação. Amar um animal, cuidar dele, dar atenção, não é favor, não é caridade: é um ato de grandeza, de relacionamento com a natureza. É uma forma de concordar com Deus e ajudá-lo a preservar suas criações.

Agradeço demais a gentileza de João Ricardo Correia que autorizou a publicação deste texto no blog.

Não deixe de ler também:

FAMINTOS POR ATENÇÃO
SOCIEDADE, CARROCEIROS E ANIMAIS
UNIVERSALIZANDO O AMOR PELOS ANIMAIS
POR QUE NÃO VÃO AJUDAR AS CRIANÇAS COM FOME?
QUE TAL FAZER ALGO PELA HUMANIDADE?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

OBJETOS ESTRANHOS QUE OS CÃES SÃO CAPAZES DE COMER



Uma das coisas que sempre me surpreendem nos cães é a incrível capacidade para comer coisas que não são alimentos, e isso pode ser tornar um problema sério. Semana passada fui supreendido por minha cadelinha, a Natasha, que colocou para fora - acredite - um cadarço de tênis inteiro! 

O fato é que todos os anos, vários animais são submetidos a cirurgias exploratórias para remover uma grande variedade de corpos estranhos. Mas, por que nossos animais de estimação tentam comer coisas estranhas?

Certamente, os cães mais jovens têm um forte impulso exploratório e colocar as coisas em sua boca é a forma como eles aprendem sobre o mundo, mas os cães que comem várias vezes itens como pedras ou outras coisas incomuns são um caso diferente e podem ser um indicador de alguma doença metabólica ou algum tipo de problema nutricional, ou mesmo de comportamento, e é o caso de procurar a ajuda de um veterinário.

Se o seu cão tem a mania de comer coisas que não deve, siga algumas orientações para evitar isso:

- Não deixe que ele tenha acesso ao lixo;

- Monitore seu cão durante o passeio. Muitos vão encontrar "guloseimas irresistíveis" no caminho.

- Evite deixar que seu bichinho tenha acesso a pequenos objetos que ele possa mastigar e engolir facilmente.

- Se você pegá-lo no ato com algo em sua boca, tire imediatamente e substitua por algo que ela possa mastigar (bifinhos, ossinhos de couro).

- Se o cão tiver brinquedos, ossos e outros objetos apropriados para serem mastigados em sua volta e a vontade, mas ainda assim esses não sejam os preferidos e o cão continue mastigando coisas que não deveria, tente outros brinquedos ou ossinhos que ele possa gostar. Tente colocar seu cheiro nos objetos que ele pode mastigar esfregando sua mão nos brinquedos ou ossinhos, isso pode ajudar na hora de o cão escolher um brinquedo ou o controle remoto. Considere também comprar um brinquedo interativo para cães, um que ela gaste mais tempo e a faça pensar mais.

E os nossos gatos? Assim como os cães, eles também tem um apetite por objetos incomuns. Uma agulha e linha são quase irresistíveis. Em sites e fóruns que tratam sobre hábitos felinos, muitos tutores relatam que seus gatos tem um desejo estranho para mascarem plástico e elásticos, por exemplo. E como se sabe, engolir esses corpos estranhos pode ser muito perigoso para eles.

Pode ser curioso e até ser divertido olhar para raios-x e imaginar o que diabos poderia ter levado a um cão ou gato a comer o objeto estranho, mas devemos lembrar que nem todos os casos têm um final feliz. 

Se você observar que o seu animal de estimação apresenta constantemente vômitos, náusea ou diarréia, procure atendimento veterinário imediatamente. Esperar para ver se a situação se resolve, muitas vezes leva a um sofrimento maior ainda para o seu animal de estimação, além de agravar ainda mais a situação dele.

Alguns casos:


01 Oscar, um Shih-Tzu, devorou ​​um peixe, e se deparou com um anzol, que ficou alojado em sua garganta. Um veterinário conseguiu retirá-lo.


02 Dixie pegou um ovo de chocolate e fez um rápido trabalho dele. Infelizmente, junto com o chocolate, ela engoliu um boneco do Homer Simpson que estava dentro do ovo. O boneco foi removido após uma cirurgia.


03 Os tutores de Alfie (um Cocker Spaniel) só perceberam que havia algo de errado quando ele parou de comer e beber. Ele se recuperou rapidamente após a cirurgia que removeu a sua "miniatura".


04 Dizem que os diamantes são os melhores amigos de uma mulher e, aparentemente, o petisco favorito desse cão. Quando o seu anel de noivado desapareceu, a tutora de Luciano (um Rotweiler) começou a desconfiar dele. O raio x conta a história.
 

05 Este cão teve que uma agulha removida de sua garganta.


06 Ozzie, disputava com outro cão um patinho de borracha, e descobriu o esconderijo perfeito para ele. Após uma cirurgia ficou bem.


07 O apetite de um cãozinho de 5 meses quase o levou à morte no Reino Unido: Alfie engoliu um bom punhado de pedras. Segundo os veterinários, Alfie engoliu quase 250 gramas de pedras.


08 Esse cãozinho engoliu a chave do carro.

 
09  A radiografia de Pip, um cão da raça Whippet, mostra a varinha de brinquedo entre a garganta e o estômago do animal. A varinha, que media 30 cm, estava alojada há cinco meses e foi retirada com sucesso. Por sorte ele não morreu.


10 Em um dos casos mais surpreendentes, este cachorro de três anos engoliu nove bolas de golfe e uma munição em Heybridge, na Inglaterra.

Fontes de consulta: