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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

13 DICAS PARA PROTEGER SEU ANIMAL DE ESTIMAÇÃO DO CALOR


Com o final do ano e o verão prestes a chegar, a temperatura esquenta na maior parte do país, e  isso significa alguns perigos para os animais.  Aqui estão algumas dicas para ajudar a garantir que o seu cão ou gato continue saudável e confortável durante esses meses mais quentes.

1. Fique atento para os sintomas de insolação. Raças com focinhos mais curtos (como Pugs, Shi Tzu, Pequinês, Bulldogs e Boxers), bem como muito cães jovens e seniores são especialmente vulneráveis. De acordo com os veterinários, a insolação é uma emergência médica e um risco de vida. Se você suspeita que seu animal de estimação está sofrendo de insolação, procure ajuda de seu veterinário imediatamente.

Os sintomas da insolação incluem:

Respiração ofegante
Letargia
Fraqueza
Babar excessivamente
Febre alta
Gengivas secas e num tom vermelho escuro
Batimento cardíaco rápido
Indiferença aos comandos e arredores
Vômitos
Colapso
Ansiedade
Pele quente e seca

2. Ofereça água abundante a seu animal de estimação. Você vai precisar abastecer a vasilha de água dele com mais frequência do que o habitual nestes dias muito quentes.

3. Existem algumas maneiras legais para o seu cão se refrescar. Adicione alguns cubos de gelo na água da vasilha, ou ofereça água de côco gelada, ele vai adorar.

4. Nunca deixe seu animal de estimação sozinho dentro de um carro. Mesmo com as janelas mais baixas, o interior de um veículo pode aquecer excessivamente em questão de minutos e matá-lo por insolação.


5. Não deixe seu cão fora de casa exposto ao calor extremo e a umidade, assim ele está correndo risco de insolação.

6. Limite o passeio com seu cão as primeiras horas da manhã ou da noite, evitando os horários de maior pico do sol, pois além do calor excessivo, as almofadas das patas - que são sensíveis - podem facilmente queimar-se em superfícies quentes, incluindo calçadas, asfalto e areia.

7. Se o seu animal de estimação tem pêlo longo, escove-o regularmente. Um cão ou gato que tem pêlos desembaraçados corre menos risco de ter problemas de pele no verão. 

Uma tosa pode ser uma boa opção também, mas não pode ser tão curta, pois o bichinho precisa proteger a pele do sol.

8. Animais muito velhos ou muito jovens, e animais doentes ou debilitados, especialmente animais com doença cardíaca ou respiratória, correm um risco ainda maior de insolação e necessitam de atenção especial extra durante os meses quentes. 

9. Se o seu animal de estimação está dentro de casa em um dia muito quente, coloque um ventilador para ele resfrescar, ou mesmo um ar condicionado se for o caso.

10.  Ofereça muita água e sombra para seus animais de estimação enquanto eles estão ao ar livre para que possam ficar mais confortáveis. Certifique-se de que eles têm um lugar com sombra para sair do sol.

11. Não leve seus animais de estimação para eventos com muitas pessoas, como shows e feiras. Ruídos altos e multidões, combinados com o calor, podem ser estressantes e perigosos para animais de estimação. Para o bem-estar deles , deixe-os em casa.

12. Outra ameaça nesse período são as pulgas e carrapatos, pois o calor propicia a proliferação dessas pragas. Clique aqui e saiba como prevenir e controlar.

13. Animais de estimação precisam de protetor solar também. Apesar do pêlo que ajuda a protegê-lo, o animal pode ficar queimado de sol, especialmente se tiver pele e focinho claros. Queimaduras solares em animais podem causar problemas semelhantes aos das pessoas, incluindo dor, peeling, e câncer de pele. Portanto, mantenha seu animal de estimação fora do sol forte, e quando você passear com ele, esfregue um pouco de protetor solar em áreas não protegidas, como as pontas das orelhas, a pele ao redor dos lábios, e a ponta do focinho. Lembrando que existem protetores solares específicos para os animais de estimação.


Este texto destina-se apenas para fins educacionais e nunca deve ser usado para substituir os cuidados de um médico veterinário licenciado. 

Fontes de pesquisa:

www.healthypet.com
www.petfinder.com
www.avma.org
www.aspca.org

terça-feira, 11 de outubro de 2011

BRIGA DE GATO





Quem já presenciou uma briga entre gatos sabe como é assustador: miados, mordidas e arranhões para todo lado.

Nem tente separar com suas mãos ou qualquer outra parte do seu corpo porque pode sobrar para você.

Existem muitas razões para seu gato começar uma briga mesmo com seu(sua) amado(a) companheiro(a) de anos, ou filho(a), irmão(ã), pai ou mãe.

Aprenda a ler os sinais que seu gato mostra para evitar ou interromper brigas.

Quase todo dono de um gato que vive só, pensa em adotar outro para fazer companhia. Mas seu gato pode enxergar o novato como um rival e uma ameaça, principalmente se não houver uma boa adaptação no momento da chegada.

O ideal é deixar o novato separado do(s) outro (s) com todos os apetrechos necessários: caixa sanitária, comedouro, bebedouro, arranhador, brinquedos etc. Faça a aproximação aos poucos como sugerido no post http://www.bichosaudavel.com/introduzindo-um-novo-animal-na-casa/

As vezes a adaptação leva algumas semanas.

Para os gatos, os odores são muito importantes. Eles conhecem os cheiros deles e se sentem confortáveis com odores familiares.

Um motivo que costuma disparar brigas entre gatos é quando um deles vai ao veterinário, por exemplo. Na volta, o gato que saiu é atacado pelo(s) gato(s) que ficou(aram) em casa. O gato que saiu retorna do “passeio” repleto de odores novos e diferentes que podem confundir o(s) gato(s) que não saiu (íram) e identificá-lo como um estranho ameaçador.

Para evitar esta situação, esfregue uma toalha impregnada de cheiros domésticos (pode ser um paninho que eles costumam deitar) no gato que saiu, antes dele entrar em casa.

Outra situação que pode gerar uma briga, é quando um dos gatos não está se sentindo muito bem, está quietinho no seu canto e é incomodado por um outro todo animado, querendo brincar. Os gatos são craques em esconder doenças (como quase todos os animais) e esta agressão pode ser uma indicação de que ele precisa ser consultado por um veterinário.

Como os gatos são territorialistas, também é comum a seguinte situação: ele vê pela janela outro animal passando e se sente ameaçado. Como ele está fechado em casa e não há nada que ele possa fazer, a agressão é redirigida para quem estiver passando por perto – pode ser você ou outro animal da casa. Para evitar este tipo de agressão, observe seu gato. Perceba que tipo de situação o deixa agitado, estressado. Você pode fechar a persiana ou a cortina.

A melhor maneira de interromper uma briga é fazendo um barulho alto e estranho, como uma corneta, um assobio, um berrante etc. De preferência, faça o barulho atrás de uma porta. O ideal é que os gatos não associem este barulho à sua presença. Se você não tiver a possibilidade de fazer um barulho, jogue um objeto próximo a eles, como uma almofada, por exemplo. Eles se distraem e costumam correr um para cada lado, acabando com a briga.

Existem feromônios sintéticos felinos que funcionam bem para aproximar gatos que não são muito amigáveis. Borrife nos objetos, camas, arranhadores ou utilize os difusores para ambientes.

Gatos esterelizados tendem a ser menos agressivos, eu recomendo a cirurgia precoce, aos 4-5 meses de vida.

Fonte: Bicho Saudável (http://www.bichosaudavel.com/)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A OBESIDADE EM CÃES E GATOS


Por Max Moura *

Um dos maiores erros cometidos por quem possui animais é achar que eles são gente e tratá-los como tal. Por um lado, desenvolve-se uma relação afetiva muito próxima; mas, por outro lado, eles acabam sofrendo as conseqüências do estilo de vida e dos hábitos alimentares errados que muitos de nós humanos apresentamos.

Muitos proprietários dão alimentos inadequados por achar bonitinho ou “diferente”. É aquela história do “Ai que engraçadinho o Dudu tomando sorvete!!”. Outros acreditam que, ao dar uma guloseima para seu bichinho, estão reforçando a relação afetiva que os envolve. Ledo engano! Cães e gatos não pensam assim. Nós é que pensamos.

Entendo que é difícil para quem ama seu animal, deixar de mimá-lo com esses petiscos. Um cãozinho “fofo” pode até ser bonitinho, porém, essa fofura toda pode esconder sérios problemas de saúde que, cedo ou tarde, trarão danos irreversíveis.


Causas

A principal causa de obesidade nos animais é, sem dúvida, a superalimentação. Assim como ocorre nos humanos, cães e gatos obesos consomem muita energia e não gastam quase nada. Se o seu animal passa o dia inteiro deitado e não se movimenta, não caminha nem brinca, ele deve receber muito pouco alimento. Ora, se o bicho só come e não gasta nada, qualquer excesso só pode ficar ali, armazenado na forma de gordura.

O balanço entre o que o animal come e o que ele gasta deve ser neutro, ou seja: ele deve receber uma quantidade de calorias equivalente à que ele queima. A energia fornecida na dieta deve ser suficiente apenas para suprir as necessidades fisiológicas e atividades físicas do indivíduo.

Alguns cães e gatos também podem ser obesos por causas hormonais ou ainda por estresse (ansiedade), que pode ser devido à falta de atividade física, solidão e até por carência. Tais eventos podem levar o animal a consumir alimento em excesso como forma de aliviar a tensão.

Complicações

A obesidade precisa ser encarada como um problema sério, pois ela pode diminuir as defesas imunológicas, predispõe à diabetes, câncer, problemas cardíacos, articulares e respiratórios, doenças de pele, disfunções reprodutivas, diminuição considerável da expectativa de vida, retardo na cicatrização de feridas, etc.

Um animal obeso que precise fazer qualquer procedimento cirúrgico terá um risco de morte muito superior a um animal saudável, tanto em relação à anestesia quanto à cirurgia em si. Além de tudo isso, a gordura excessiva ainda dificulta a realização de alguns exames complementares na clínica veterinária.

Controle

Bons hábitos alimentares e exercícios moderados são a chave para o combate à obesidade. Caminhadas diárias são ótimas para cães. Já os gatos só precisam de 15 a 20 minutos diários de brincadeiras (jogar bolinha, usar uma caneta de laser para fazê-lo correr etc).

Quanto à alimentação, o animal pode comer ração ou seguir uma dieta caseira, desde que saudável. Na dúvida o dono do animal sempre deve seguir a orientação do médico veterinário. No caso das rações, recomendo que sigam as tabelas dos rótulos. Geralmente ninguém segue essas recomendações e acabam errando na dose, indo muito além da necessidade do animal.

NUNCA ofereça pão, massas, condimentos, frituras, queijos amarelos, doces, alimento gordos etc. Use o bom senso! Se seu médico lhe diz para evitar esses alimentos, por quê dá-los ao seu bichinho?! Faz sentido?

Para substituir os petiscos você pode oferecer pedacinhos de frutas (só evite as cítricas) e legumes como forma saudável de complementar a dieta. No site do Cachorro verde (http://www.cachorroverde.com.br/) há várias receitas de alimentação saudável e natural para seu pet. Confira.



10 Recomendações:

01 O "dono" precisa entender que a obesidade é uma doença. A idéia de que o cão gordo é um cão bem tratado é coisa do passado;

02 Nunca deixe a ração à vontade para o animal. Somente a água deve estar à disposição o dia todo. Depois que ele se alimentar, retire o comedouro. Se ele não comer, já era. Só na próxima;

03 Deixe o cão comer sozinho. Se você ficar por perto ele pode interpretar isso como uma ameaça e comer mais rápido que deveria, o que dificulta a digestão e assimilação de nutrientes;

04 Animais que comem rações de alta qualidade requerem uma quantidade menor de alimento. Já os que comem rações de menor qualidade, tendem a consumir uma quantidade maior, para poder absorver todos os nutrientes;

05 Siga rigorosamente as indicações do fabricante quanto à quantidade de ração a ser fornecida; se ele comer todo aquele conteúdo, não adicione mais;

06 Divida a quantidade total da ração ao longo do dia para que o animal tenha sempre a sensação de estar saciado. Por exemplo: em vez de dar 600g de uma só vez, dê 3 refeições de 200g;

07 ESQUEÇA as guloseimas. Isso é o mais importante. Nada de biscoitinho, bifinho, queijo etc. Substitua-os por pedaços de frutas ou legumes;

Atenção: Biscoitinhos ou bifinhos não limpam os dentes do cão (isto é uma jogada de marketing para vender o produto). O que limpa os dentes é a ação mecânica de roer alimento seco (como a ração), mais a escovação freqüente;

08 Não tenha dó quando seu bichinho ficar mendigando comida à mesa. Ele não precisa de mais alimento. Ignore-o. Esse é um comportamento normal, principalmente em filhotes que foram separados da mãe antes dos 2 meses de idade, quando se estabelece o aprendizado de autocontrole e gestão das frustrações;

09 Se quer agradar seu animal, dê carinho e não comida;

10 Encorage o animal a praticar exercícios físicos moderados e regulares. Nada de passar o dia todo deitado na rede!!

Se mesmo com todas essas medidas seu gordinho não perder peso, convém procurar o médico veterinário que o trata. Este poderá prescrever medicamentos e/ou florais que auxiliem na perda de peso, além de calcular uma dieta específica para seu pet.

Agora, mãos à obra! Se você também estiver acima do peso, aproveite para adquirir novos hábitos junto com seu pet. Leve seu amiguinho ao veterinário e procure para si um nutricionista ou um endocrinologista. Fará bem a todos.
 
* Max Moura é médico veterinário, colabora com este blog e escreve também no  http://www.acupunturamedvet.blogspot.com Vale a pena conferir.
 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO


Por Max Moura *

Com o dia a dia cada vez mais estressante das grandes cidades, muita gente acaba se esquecendo da vacinação de seus animais. Isso pode ter conseqüências drásticas tanto para a saúde do bichinho quanto para o bolso do proprietário, pois, acredite: uma diária de internamento numa clínica pode sair bem mais caro do que uma vacina.

Existem muitos mitos e acerca da vacinação dos animais. Você precisa estar ciente de que cães e gatos não são como nós humanos. Eles andam com as “mãos” no chão, vivem com a cabeça a centímetros do solo e não tem discernimento para saber o que podem e não podem colocar na boca. Dessa forma, estão muito mais expostos a microorganismos causadores de doenças.

Neste post vamos esclarecer algumas dúvidas comuns sobre a imunização dos cães e gatos.

Mais de 90% da imunidade dos filhotes é obtida através do consumo do colostro, aquele primeiro leite produzido pela mãe. Por isso o bebê precisa mamar logo após o nascimento, pois esse leite rico em anticorpos só é produzido durante um curto espaço de tempo. A proteção é ainda maior se a cadela tiver sido vacinada antes da cobertura. Essa defesa herdada da mãe permanece ativa por pelo menos 5 a 8 semanas. Após esse período, o sistema imunológico do filhote já tem autonomia suficiente para responder ao estímulo da vacinação (que deve ser iniciada aos 45 dias).



Por várias vezes, no consultório, ouvi proprietários me explicarem que, por ser idoso, seu animal não precisa mais tomar as vacinas. Já tive mais de um cliente que me relatou ter ouvido isso do próprio veterinário! Ledo engano, meus caros! O que ocorre é exatamente o contrário: cães e gatos idosos podem apresentar uma sensível diminuição na capacidade de produzir anticorpos, por isso DEVEM SER REVACINADOS ANUALMENTE sim.

É importantíssimo entender que a vacinação de animais que já estão doentes, NÃO impede a progressão da doença.
Vamos deixar claro que os anticorpos vacinais demoram de 10 a 21 dias até atingirem níveis satisfatórios. Quando uma doença já está instalada, o que podemos utilizar é o soro hiperimune. Este soro é, digamos assim, uma espécie de “vacina instantânea”, composta de anticorpos prontos para lutar contra a doença, mas ao contrário da vacina, não confere imunidade por um período muito longo.

Para enterdermos melhor:

A vacina introduz antígenos (substâncias estranhas ao organismo, capazes de provocar uma resposta imunológica) no corpo do animal. Ao entrar em contato com esses antígenos, o sistema imunológico (SI) os identifica como corpos estranhos, produzindo imunoglobulinas (os anticorpos) para destruí-lo. Só que esse primeiro reconhecimento e produção são muito lentos. Por isso forma-se no sistema uma espécie de “memória” daquele antígeno, ou seja: da próxima vez em que esse tipo de substância for encontrada no corpo, o SI, já conhecendo-o, terá como agir e produzir anticorpos de forma bem mais rápida e eficiente para eliminá-lo.

Agora corra e vá conferir o cartão de vacinas do seu pet. Se estiver em atraso, não perca tempo. Vá ao seu médico veterinário e procure orientações.
 
* Max Moura é médico veterinário, colabora com este blog e escreve também no  http://www.acupunturamedvet.blogspot.com  Vale a pena conferir.


CUIDADOS COM A SAÚDE DE SEU GATO

sexta-feira, 22 de julho de 2011

COMEDOUROS E BEBEDOUROS



Por Max Moura *

Geralmente as pessoas escolhem o comedouro ou bebedouro do animal pela cor, não é? Às vezes para combinar com a coleira, com a parede da área de serviço, com o próprio pêlo do bichinho...outras vezes a escolha se faz pelo preço ou pelo tamanho do recipiente. Muitos não atentam para o fato de que alguns materiais podem trazer prejuízos sérios tanto em curto quanto em longo prazo à saúde do animal.

Potes de plástico podem liberar o Bisfenol A (ou BPA), uma substância nociva usada na produção do plástico. Proibido em vários países, no Brasil o BPA é utilizado na produção de garrafas, vasilhas plásticas e, pasmem, até mamadeiras! Segundo estudos, o Bisfenol A pode estar envolvido no desenvolvimento de alterações neurológicas, hormonais e até neoplásicas.


Além disso, os comedouros de plástico, após pouco tempo de uso, apresentam ranhuras e deformações de difícil higienização e que podem facilmente acumular bactérias e outros microorganismos patogênicos. Esse é um defeito também dos potes de alumínio. Estes, inclusive, podem ser até mais nocivos, pois, como metal pesado que é, o alumínio liberado na água e comida causa intoxicação em longo prazo.

Procure usar comedouros e bebedouros de vidro, e aço inox ou de cerâmica polida e pintada, que são materiais de fácil limpeza e não eliminam substâncias prejudiciais. Independentemente do material, use sempre água quente para lavá-los, afinal, a higiene deve ser rigorosa e, se possível, diária.

Mantenha água fresca à vontade para seu pet, mas nunca deixe a comida exposta o dia todo no comedouro. Acostume seu animal a comer nas horas certas. Se ele não quiser comer, retire o alimento e descarte-o no lixo. Isso traz disciplina e saúde.

* Max Moura é médico veterinário, colabora com este blog e escreve também no  http://www.acupunturamedvet.blogspot.com  Vale a pena conferir.


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quarta-feira, 20 de julho de 2011

OBJETOS ESTRANHOS QUE OS CÃES SÃO CAPAZES DE COMER



Uma das coisas que sempre me surpreendem nos cães é a incrível capacidade para comer coisas que não são alimentos, e isso pode ser tornar um problema sério. Semana passada fui supreendido por minha cadelinha, a Natasha, que colocou para fora - acredite - um cadarço de tênis inteiro! 

O fato é que todos os anos, vários animais são submetidos a cirurgias exploratórias para remover uma grande variedade de corpos estranhos. Mas, por que nossos animais de estimação tentam comer coisas estranhas?

Certamente, os cães mais jovens têm um forte impulso exploratório e colocar as coisas em sua boca é a forma como eles aprendem sobre o mundo, mas os cães que comem várias vezes itens como pedras ou outras coisas incomuns são um caso diferente e podem ser um indicador de alguma doença metabólica ou algum tipo de problema nutricional, ou mesmo de comportamento, e é o caso de procurar a ajuda de um veterinário.

Se o seu cão tem a mania de comer coisas que não deve, siga algumas orientações para evitar isso:

- Não deixe que ele tenha acesso ao lixo;

- Monitore seu cão durante o passeio. Muitos vão encontrar "guloseimas irresistíveis" no caminho.

- Evite deixar que seu bichinho tenha acesso a pequenos objetos que ele possa mastigar e engolir facilmente.

- Se você pegá-lo no ato com algo em sua boca, tire imediatamente e substitua por algo que ela possa mastigar (bifinhos, ossinhos de couro).

- Se o cão tiver brinquedos, ossos e outros objetos apropriados para serem mastigados em sua volta e a vontade, mas ainda assim esses não sejam os preferidos e o cão continue mastigando coisas que não deveria, tente outros brinquedos ou ossinhos que ele possa gostar. Tente colocar seu cheiro nos objetos que ele pode mastigar esfregando sua mão nos brinquedos ou ossinhos, isso pode ajudar na hora de o cão escolher um brinquedo ou o controle remoto. Considere também comprar um brinquedo interativo para cães, um que ela gaste mais tempo e a faça pensar mais.

E os nossos gatos? Assim como os cães, eles também tem um apetite por objetos incomuns. Uma agulha e linha são quase irresistíveis. Em sites e fóruns que tratam sobre hábitos felinos, muitos tutores relatam que seus gatos tem um desejo estranho para mascarem plástico e elásticos, por exemplo. E como se sabe, engolir esses corpos estranhos pode ser muito perigoso para eles.

Pode ser curioso e até ser divertido olhar para raios-x e imaginar o que diabos poderia ter levado a um cão ou gato a comer o objeto estranho, mas devemos lembrar que nem todos os casos têm um final feliz. 

Se você observar que o seu animal de estimação apresenta constantemente vômitos, náusea ou diarréia, procure atendimento veterinário imediatamente. Esperar para ver se a situação se resolve, muitas vezes leva a um sofrimento maior ainda para o seu animal de estimação, além de agravar ainda mais a situação dele.

Alguns casos:


01 Oscar, um Shih-Tzu, devorou ​​um peixe, e se deparou com um anzol, que ficou alojado em sua garganta. Um veterinário conseguiu retirá-lo.


02 Dixie pegou um ovo de chocolate e fez um rápido trabalho dele. Infelizmente, junto com o chocolate, ela engoliu um boneco do Homer Simpson que estava dentro do ovo. O boneco foi removido após uma cirurgia.


03 Os tutores de Alfie (um Cocker Spaniel) só perceberam que havia algo de errado quando ele parou de comer e beber. Ele se recuperou rapidamente após a cirurgia que removeu a sua "miniatura".


04 Dizem que os diamantes são os melhores amigos de uma mulher e, aparentemente, o petisco favorito desse cão. Quando o seu anel de noivado desapareceu, a tutora de Luciano (um Rotweiler) começou a desconfiar dele. O raio x conta a história.
 

05 Este cão teve que uma agulha removida de sua garganta.


06 Ozzie, disputava com outro cão um patinho de borracha, e descobriu o esconderijo perfeito para ele. Após uma cirurgia ficou bem.


07 O apetite de um cãozinho de 5 meses quase o levou à morte no Reino Unido: Alfie engoliu um bom punhado de pedras. Segundo os veterinários, Alfie engoliu quase 250 gramas de pedras.


08 Esse cãozinho engoliu a chave do carro.

 
09  A radiografia de Pip, um cão da raça Whippet, mostra a varinha de brinquedo entre a garganta e o estômago do animal. A varinha, que media 30 cm, estava alojada há cinco meses e foi retirada com sucesso. Por sorte ele não morreu.


10 Em um dos casos mais surpreendentes, este cachorro de três anos engoliu nove bolas de golfe e uma munição em Heybridge, na Inglaterra.

Fontes de consulta:

quarta-feira, 6 de julho de 2011

12 DICAS PARA PREVENIR E CONTROLAR CARRAPATOS


Por Max Moura*

Criar cachorro não é fácil. Há que se prover alimento, água, vacinas, vermífugo, banhos...enfim, criar cachorro definitivamente não é tarefa das mais simples. Mas talvez o maior desafio de quem tem um amigo peludo seja mesmo acabar com a famigerada praga dos carrapatos.

Eles são feios, sugam sangue e transmitem doenças e, amigo, acabar com eles exige um trabalho colossal.
 
Antes de tudo, é preciso ter em mente que o controle dessa praga só é alcançado através de um conjunto de medidas. Não pense você que uma simples coleira contra carrapato vai acabar com a infestação de seu bichinho, porque não vai. A coleira com certeza vai ajudar, mas é preciso tomar outras atitudes:

01  Regularmente procure por carrapatos em seu animal. Cate e jogue-os em um pote com querosene (o álcool nem sempre os mata, a não ser que você os incinere);

02  Cuide de seus animais com repelente ou carrapaticida tópico. Existem vários disponíveis no mercado. A maioria consiste em um líquido aplicado no dorso do animal, na região da nuca;

03  Se seu cão é adulto e saudável, utilize uma coleira com carrapaticida;

04  Da mesma forma, se seu cão é adulto e saudável, banhos com carrapaticida aplicados preferencialmente por um profissional, serão de grande ajuda;

05  Há remédios de uso oral que podem ajudar no controle; consulte o veterinário;

06  Em propriedades grandes, criar algumas galinhas é uma forma de controle biológico, pois elas comem os carrapatos;

07  No ambiente, faça sempre uma boa limpeza (com os produtos adequados) nos locais onde o animal costuma ficar. Se necessário, recorra a uma empresa de dedetização e cuidado com animais e crianças;

08  Carrapatos costumam subir pelas paredes e procurar frestas e cantinhos onde possam se esconder. Poucos ficam ao nível do solo, então, use uma bombinha de aspersão para os locais mais altos;

09  Quando aplicamos o inseticida, matamos os carrapatos jovens e adultos. Os ovinhos normalmente não são mortos pois são muito resistentes. Portanto, repita essa limpeza cerca de dez a doze dias depois; para matar os carrapatinhos que acabaram de eclodir;

10  Sempre que usar um produto tóxico, leia a bula e siga rigorosamente as instruções de segurança;

11   Se você tiver um lança-chamas e não for do tipo psicopata, pode usá-lo para fazer a limpeza. Esse recurso é o que usamos nas clínicas / hospitais e mata inclusive os ovos do carrapato;

12   E atenção: não existe vacina contra esse mal. O que popularmente se chama de “vacina do carrapato” é um produto usado em certas dermatopatias específicas. O uso indiscriminado dele pode inclusive destruir células do fígado do animal.

* Max Moura é médico veterinário, colabora com este blog e escreve também no http://maxmouravet.blogspot.com.  Vale a pena conferir.

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

INTOXICAÇÃO POR MEDICAMENTOS


Por Max Moura *

Os médicos sempre nos dizem para evitar a automedicação, não é? Então amigos, respondam-me: por que medicar seu pet por conta própria? Isso seria correto? São cada vez mais comuns na casuística hospitalar veterinária os envenenamentos causados por esse tipo de atitude. Às vezes, o proprietário o faz no desespero, às vezes porque pensa “um comprimidinho desses que eu tomo direto?! Ah...se não fizer bem; mal não vai fazer”. Ledo engano! Imagine você, caro internauta, a dor dessas pessoas quando temos que lhes dizer que seu animalzinho se foi por causa do remédio que ele deu?!

Existem muitas semelhanças entre a nossa fisiologia e a dos animais; porém, pequenos detalhes como a falta de uma enzima específica podem fazer com que o animal não possa metabolizar certas substâncias. Em outros casos, o que ocorre é uma sensibilidade aumentada a certos efeitos colaterais indesejáveis. Aqui vai uma pequena lista de ALGUNS dos medicamentos proibidos, ou que devem ser usados com cautela em cães e gatos.

1- Diclofenaco sódico e potássico: Não tenho dados estatísticos, mas acredito que este seja um dos produtos que mais causa mortes por envenenamento medicamentoso em pequenos animais. Trata-se de um antiinflamatório muito usado na medicina humana, porém, mortal para os cães e gatos. Não é raro atendermos pacientes intoxicados com este produto. O trágico disso tudo é que na maioria das vezes, são animais de proprietários que trabalham na área da saúde;

2- Ivermectina: É o que comumente se popularizou como “vacina do carrapato”. Absurdo haver profissionais que ainda dizem isso por aí! Não existe "vacina" contra carrapatos. A ivermectina é um antiparasitário desenvolvido inicialmente para uso em grandes animais. Na clínica de pequenos animais, ela é usada (com CAUTELA) no tratamento de algumas dermatopatias parasitárias específicas. De qualquer forma, ela é PROIBIDA para cães dolicocéfalos (de focinho longo) como Collie, Pastor de Shetland, Border Collie e outros;

3- Escopolamina: Antiespasmódico. Tem um menor risco de causar problemas, mas deve ser usado com CAUTELA;

4- Acepromazina: Tranquilizante bastante utilizado e seguro para a maioria dos cães; porém, nas raças braquicefálicas (de focinho curto), sobretudo no boxer, deve ser usado com cuidado.

Estes acima citados são as causas mais comuns de intoxicação por medicamento nos cães. No entanto, é importante frisar que QUALQUER MEDICAMENTO NA DOSE ERRADA PODE TRAZER RISCOS SÉRIOS À SAUDE DO SEU ANIMAL.


Os felinos tem uma séria deficiência em algumas enzimas que atuam na conjugação e transformação de substâncias no fígado, o que os deixa bem mais sensíveis à intoxicação por medicamentos.

A seguir, a lista de medicamentos proibidos ou usados com cautela em gatos. ATENÇÃO: Não dê esses produtos ao seu animal, a não ser sob PRESCRIÇÃO do médico veterinário:


1-Diclofenaco sódico e potássico: antiinflamatório e analgésico;
2-Ácido Acetilsalicílico: antiinflamatório. Velho conhecido da farmacopéia humana;
3-Paracetamol ou Acetaminofeno: analgésico e antitérmico;
4-Peróxido de benzoila: queratolítico, anti-séptico;
5-Piroxicam: antiinflamatório;
6-Quinolonas: antibióticos.
7-Carprofeno: antiinflamatório;
8-Lidocaína: antiarrítmico, anestésico local;
9-Griseofulvina: antifúngico;
10-Clonazepan: anticonvulsivante;
11-Cloranfenicol: antibiótico;
12-Analgésicos opiódes: morfina, oximorfina, meperidina, tartarato de butorfanol, fentanil, codeína;
13-Amitraz: ectoparasiticida;
14-Ácido Valpróico: anticonvulsivante;
15-Amiodarona: antiarrítmico cardíaco;
16-Antisépticos urinários que contenhamm azul de metileno e fenazopiridina;
17-Benzoato de benzila: usado no combate à sarna e aos piolhos;
18-Benzocaína: anestésico local;
19-Carbonato de lítio: usado para tratar alterações comportamentais em humanos;
20-Cisplatina: antineoplásico;
21-Digitoxina: cardiotônico;
22-Fenilbutazona: antiinflamatório;
23-Fluorouracil: antineoplásico;
24-Fosfato de sódio: acidificante urinário, laxante e para tratamento de hipercalcemia
25-Oxifenilbutazona: antiinflamatório;
26-Primidona: anticonculsivante;
27-Aciclovir: antiviral;
28-Amitriptilina: antidepressivo e ansiolítico;
29-Amprólio: antiprotozoários;
30-Azatioprina: causa mielossupressão;
31-Clorpropamida: hipoglicemiante, uso para tratamento de diabetes insípidus;
32-0Compostos fenólicos: hexaclorofeno, propofol, dipirona, álcool benzílico, triclosan
33-Dietilestilbestrol: estrógeno sintético;
34-Fenitoína: anticonvulsivante;
35-Ibuprofeno: analgésico;
36-Iodeto de potássio: expectorante e antifúngico;
37-Iodeto de sódio: expectorante e antifúngico;
38-Loperamida: antidiarréico;
39-Naproxeno: antiinflamatório;
40-Escopolamina: antiespasmódico;
41- Ivermectina: antiparasitário.

* Max Moura é médico veterinário e agora é o novo colaborador deste blog. Ele também possui um blog com dicas preciosas sobre cuidados com cães e gatos, o http://maxmouravet.blogspot.com/ , que vale a pena conferir também.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

25 DICAS ÚTEIS SOBRE A POSSE RESPONSÁVEL DE CÃES


No twitter, poucos conseguem se expressar tão pontualmente sobre cães como o @queridocachorro, perfil criado por Luiz Augusto. Seus tweets sobre posse responsável, saúde e comportamento canino - entre outras observações - são interessantíssimas. Fiz aqui uma seleção de 25 tweets legais escritos por ele sobre a posse responsável de cachorros. Se você cogita criar um cão, não deixe de ler.

DICAS:

- O desejo de ter um cão é apenas o primeiro passo para ter um cão. Não pode ser o único.

- Quando você compra um animal num classificado, feira ou petshop, você financia a crueldade a que eles são submetidos nos criadores de fundo de quintal.

- Segundo especialistas, o filhote só deveria ser separado da mãe e irmãos após 90 dias, quando termina o período de socialização.

- Se você está em dúvida entre ter ou não ter um cão, então é melhor não ter: é que não pode ter dúvida

- No verão aumenta em 30% o número de animais abandonados pelas ruas. Geralmente são aqueles adquiridos por impulso ou recebidos de presente.


- Não hesite em ajudar um animal ferido ou doente. Ele sente dor e medo, assim como você.

- O filhote não sabe que cresceu e agora não cabe mais naquele vão. É preciso paciência e cuidado para retirá-lo das enrascadas

- Um filhote se assusta facilmente: com uma porta que se fecha, um espirro, um movimento brusco, algo que cai no chão. Cuidado, ele é um bebê.

- Há cães que sabem andar sem guia, mas um dia algo repentino chamará sua atenção, ele sairá em disparada e não atenderá a nenhum comando.

- Quem quer adotar um filhote mas só pode ser de raça, tá querendo fazer caridade para o próprio bolso.

- Não interrompa o sono de um filhote. Assim como um bebê humano, ele precisa dormir mais do que um adulto. E em paz.

- Não reclame do cheiro do cachorro. Fique sem banho, escova dental, não troque de roupa e você verá que cheiro de... gente.
 

- Quem viaja no feriado e deixa o cachorro sozinho, chorando dia e noite, é alguém que não deveria ter adquirido um animal.

- Cão que come ração seca precisa beber bastante água. Mantenha potes de água fresca em locais da casa onde ele frequenta.

- Supervisione sempre: o filhote come tudo que vê pela frente. Estimule os jogos e ofereça brinquedos de cães para ele ter o que morder.

- Quando o cão fizer algo errado, corrija na hora. Sem gritar, para não amedrontá-lo. E sem colocar "de castigo", porque ele não entende.

- Garrafas pet não são brinquedo de cachorro. Ele mastiga e as farpas podem perfur o intestino.

- Nunca deixe seu cão dentro do carro, nem que esteja na sombra. Cães não suam pela pele e podem morrer por intermação.

- Asfalto acumula calor, e cachorro não usa sapato. O piso pode atingir 50 graus de temperatura em dias que o termômetro marca 30.

- 25% das cadelas não castradas desenvolverão piometra até os 10 anos de idade. Piometria é grave e pode matar.

- Padrão da raça, tradição, estética, melhora do comportamento. Não há nada que justifique amputar o rabo ou diminuir a orelha de um cachorro.

- Reforço positivo, firmeza e calma levam o cão a confiar em você. Gritar ou se irritar só causam medo e insegurança e atrasam o aprendizado.

- Não ofereça o que você come. Pão, chocolate, pimenta, café, fritura, açúcar, cebola e outros alimentos da nossa dieta fazem mal aos cães.

- Cão com a cabeça pra fora do carro pode ter problemas nos olhos e ouvidos e o motorista está sujeito a multa.

- Você pode associar um gesto a um comando de voz. Depois de o cão aprender, você só precisará fazer o gesto para que ele o atenda.

Leia também:

domingo, 8 de maio de 2011

5 SINAIS DE PROBLEMAS DE SAÚDE EM CÃES IDOSOS


Cães idosos têm mais necessidades e precisam de mais cuidados com a saúde do que os mais jovens. É importante abordar potenciais problemas de saúde nos cães mais velhos antes que eles ocorram. Aqui está uma lista de sinais que podem revelar que o seu cão pode não estar se sentindo bem, ou pode precisar de atenção médica adequada.

CONSUMO EXCESSIVO DE ÁGUA

Quando um cão começa a beber quantidades excessivas de água, geralmente é uma indicação de que algo está errado; consumo excessivo de água pode ser um indicador de diabetes mellitus, desequilíbrio hormonal adrenal (doença de Cushing), infecção do trato urinário, diabetes insipidus, infecção uterina / piometra ou efeitos colaterais medicinais.

Em média, o seu cão deve beber cerca de 1 xícara de água para cada quatro ou cinco quilos de peso corporal por dia, embora o seu cão possa, é claro, consumir mais água durante dias muito quentes. Preste atenção na quantidade que ele consome em um dia normal. Consumir uma quantidade de água excessiva pode ser um indicador de problema de saúde.

CAROÇOS

Ao acariciar o seu animal é possível perceber qualquer anormalidade sob a pele. Se você se sentir um nódulo ou cisto, é recomendável levá-lo ao vet.  Caroços em cães podem ser malignos, mas a única maneira de saber com certeza será a através da realização de uma biópsia ou uma aspiração de células com uma agulha, feita por um veterinário, claro.

PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS

Tosse, pieira ou dificuldade em respirar pode indicar que há um problema cardiovascular ou pulmonar com um cão geriátrico.

LETARGIA

Todos os cães sentem uma diminuição nos níveis de energia quando se tornam mais velhos, além disso, cães idosos dormem mais. No entanto, se seu cão dorme demais, além do normal para a idade dele e mostra sinais de dificuldade para acordar de uma sesta, ou tem uma mobilidade restrita, ele pode estar sofrendo de
uma forma aguda de artrite, que é comum entre os cães mais velhos. A artrite é dolorosa, porém, existem medicações e tratamentos alternativos disponíveis, que podem oferecer ajuda e alívio para o cão.

MUDANÇAS NA VISÃO

Enquanto seu cão envelhece é comum surgir uma doença nos olhos chamada de esclerose nuclear. Uma característica desta doença é que a lente ocular aparece enevoada, apesar de que os cães possam ainda enxergar normalmente. No entanto, se ele desenvolve uma opacidade no cristalino dos olhos, pode ser um indicador de catarata, que pode levar à cegueira. A catarata é mais comum em cães idosos de certas raças, assim como o glaucoma.

Qualquer mudança súbita na visão ou na aparência de um ou dos dois olhos é um sinal de emergência, e um veterinário deve ser contactado imediatamente.

Os 5 sinais acima servem apenas como uma orientação básica. Se você notar qualquer dos sintomas acima, leve seu cão ao veterinário para um diagnóstico preciso e tratamento em potencial. E lembre-se: à medida em que este envelhece, a saúde precisa ser monitorada mais atentamente e a ida ao veterinário deve ocorrer com mais frequência para check-ups.

Fontes de referência:

http://wwww.vetinfo.com/
http://www.dogtimes.com.br/
http://arcadenoe.sapo.pt/

terça-feira, 12 de abril de 2011

SINAIS DE QUE SEU PET ESTÁ PRECISANDO DE AJUDA VETERINÁRIA


Sempre procure um veterinário quando ...

- Quando seu animal ganha ou perde peso de forma repentina.
- O animal apresenta mudanças súbitas de temperatura.
- Encontrar caroços ou inchaços ao examinar o seu cão ou gato.
- O animal perde o apetite, não bebe água ou permanece letárgico.
- O seu pet apresentar vômitos, desconforto abdominal ou inchaço.
- O animal apresentar rigidez, ou mancar enquanto se move.
- Uma diarréia continuar por mais de 24 horas.
- Surgirem erupções cutâneas, queda excessiva de pêlos ou apresentar manchas no corpo.
- O animal apresntar palidez nas gengivas.
- Seu animal apresentar apatia, ou mudança de comportamento.

Mas procure imediatamente se ...

- O animal de estimação passou por algum tipo de trauma, após ser atropelado por um carro ou uma queda com altura razoável, por exemplo.
- O animal não estiver respirando, ou você não sentir os batimentos cardíacos.
- O animal estiver inconsciente e não acordar.
- O animal de estimação apresentar vômitos ou diarréia por mais de 24 horas, ou esteja vomitando sangue.
- O animal de estimação estiver com dificuldade para respirar ou tiver algo entalado em sua garganta.
- O animal de estimação teve uma convulsão.
- O animal de estimação apresenta sangramento atavés dos olhos, nariz ou boca, ou se houver sangue na urina ou fezes.
- Você acha que seu animal pode ter ingerido algo tóxico, como cebola, chocolate, raticidas, produtos de limpeza ou qualquer tipo de medicação que não foi prescrita para ele.
- Se o animal mostra sinais de dor extrema: choro, tremores e quando se recusa em se socializar.
- Quando o animal de estimação desmorona de repente ou não pode ficar de pé.
- Se o animal de estimação começa a esbarrar em coisas, ou de repente se torna desorientado.
- Você nota irritação ou lesão nos olhos de seu animal de estimação, ou de repente ele aparenta cegueira.
- O abdômen do animal está inchado e duro ao toque, e / ou se ela está tossindo, engasgado ou tentando vomitar.
- Você vê sintomas de insolação, como ânsia excessiva, cansaço, etc
- Se o animal sente uma dor aguda repentina acompanhada de inchaço e às vezes descoloração da pele. Podem ser sinais de que ele tenha sido picado por algum inseto, ou cobra.
- Se ele sofre um corte profundo ou está com hemorragia.

Entre em contato com a clínica veterinária antes de sair de casa e informe que está a caminho para que possam se preparar para a chegada, agilizando assim o atendimento de se animalzinho.

Referências:

quinta-feira, 24 de março de 2011

10 COISAS QUE PODEM MATAR O SEU CÃO




01 Ausência de vacinas

As vacinas protegem o cão de muitas doenças potencialmente mortais. Vacinar o cão e não permitir que vá à rua ou esteja em contato com outros cães não vacinados pode salvar a vida de muitos cachorros.


02 Plantas

Muitas plantas são tóxicas para os cães. A vontade de roer plantas depende do cão e das condições em que é mantido. Por norma, um cão adulto não ataca as plantas em  um vaso, mas isso depende da educação e personalidade do cão. Já o cão jovem está a explorar o mundo e o seu comportamento é imprevisível.  Entre as plantas mais comuns com graus de toxicidade preocupantes para os cães estão, por exemplo os filodendros, as estrelícias, os jarros, as heras, os antúrios, as tulipas e as hortênsias. Para proteção do seu cão, substitua estas por outras plantas ou coloque-as em partes da casa onde o cão nunca tenha acesso. Os cães podem ser ensinados a conviver pacificamente com plantas, mas não se deve arriscar e dar-lhes acesso a uma planta que pode ser fatal.


03 Alimentos Perigosos

Chocolate, cebola, tomates, café, nozes, caroços da maçã, bacon, presunto, lacticínios, pastilhas elásticas, entre outros, podem levar o cão à morte, dependendo da quantidade ingerida e do tamanho do animal. Uma boa ração seca fornece tudo aquilo que o cão precisa e se tiver indicações contrárias consulte o veterinário. Existem guloseimas próprias para cães que apesar de não deverem ser dadas frequentemente, são alternativas menos prejudiciais para os animais. O cão não tem necessidade de provar chocolate, beber leite, comer bacon, ou qualquer outro aperitivo que o dono goste particularmente. Opte por lhe dar fruta, como maçã, com o cuidado de remover os caroços.

Ossos cozidos não são tóxicos, mas as lascas que largam, sobretudo o de galinha, podem perfurar o estômago, causando a morte do animal. Opte por ossos vendidos em lojas de animais apropriados para cães.


04 Produtos de limpeza

Extremamente tóxicos se ingeridos, alguns produtos de limpeza são contudo apelativos para os animais. O cheiro e o sabor de anticongelantes ou lixívia, por exemplo, são atrativos para os cães. Algumas colheres de sopa de anticongelante podem ser fatais para um cão de porte muito pequeno. Não tenha o cão por perto quando utiliza produtos com químicos e guarde-os em locais seguros e fora do alcance de uma lambidela.


05 Ausência de desparasitação

Os cães devem ser desparasitados interna e externamente, caso contrário podem sofrer de complicações extremamente incomodativas que não se desejam nem ao pior inimigo, quanto mais ao melhor amigo. Os ataques de pulgas, conjugados com reacções alérgicas em alguns casos, ataques de lombrigas, ténias, etc, podem ser facilmente evitadas e tratadas com a administração regular de determinados produtos.


06  Permitir que o cão ande sem coleira e guia.

Por mais controle que pense ter sobre o seu cão, este é um animal irracional, capaz de ter as atitudes mais imprevisíveis, quando menos espera e mais o perigo espreita. Um cão ensinado e obediente desobedece facilmente ao dono, atravessando a rua disparado para cheirar uma cadela no cio. Existem pessoas que se aproveitam mesmo do fato de os cães estarem sem coleira para os chamarem de longe e os roubarem. Mesmo o cão que passeia sozinho desde pequeno pode ser atropelado por um carro: ou porque o condutor ia distraído, ou porque o piso estava molhado e não travou a tempo, ou porque o cão estava mais excitado e atravessou a rua a correr, ou porque espetou algo a na pata e fez o caminho a mancar e não teve a mesma desenvoltura a atravessar a rua. Para além disso, os cães não têm um sentido de orientação como os gatos e perdem-se facilmente. Isto porque os seus sentidos são “distraídos” com cheiros e pistas no chão que os atraem para sítios que não conhecem; meio caminho andado para um mau desfecho.


07 Deixar o cão no carro

Vai ao centro comercial e não tem onde deixar o cão? Pense duas vezes antes de deixar o animal fechado no carro durante horas. O calor que se acumula e falta de circulação do ar podem matar um cão. Não deixe o carro ao sol, deixe duas janelas ligeiramente abertas e evite demorar mais do uns breves minutos. Se a prática é tolerada pelo cão durante pouco tempo, a partir de certo ponto, o cão pode mesmo entrar em stress. Para além disso, os donos nunca sabem quem se aproxima do carro: se outras pessoas alimentam ou provocam o animal, etc. Um cão longe da supervisão do dono fora de casa é uma situação a evitar.


08 Brinquedos não apropriados

Existem brinquedos pensados para os cães. O tamanho é muito importante, assim como os materiais. Brinquedos demasiadamente pequenos podem ser engolidos pelo cão e ficarem presos na garganta, sufocando o animal. Materiais como pêlo, espuma, etc, podem atuar da mesma forma ou causar intoxicações se engolidos.


09 Parto sem assistência veterinária

Parir é um processo natural, mas não deixa de ser perigoso. Na natureza, as cadelas morrem ao parir e isto não é tão improvável como algumas pessoas pensam. As complicações no parto são variadíssimas – a cadela pode não romper o saco amniótico dos filhos, pode não querer comer a placenta, pode haver dificuldade na expulsão dos filhos, etc. – e o dono deve estar informado e acompanhar o nascimento. O veterinário desempenha um papel importante na prevenção de problemas, diagnóstico de complicações e no fornecimento de informações.


10 Produtos tóxicos

Líquidos de cheiro, como por exemplo para Potpourri, velas de Citronella, bolas de naftalina, toalhas aromatizadas para limpar as mãos, veneno de ratos, pesticidas, entre outros. Se seguir o lema de apenas dar ao cão aquilo que é próprio para ele, não terá problemas. Em caso de ingestão de qualquer um destes produtos, dirija-se de imediato ao veterinário.


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